Minha história com a Hyundai
Desde a minha infância sou um exímio observador das formas e cores da natureza, amo desenhar e pintar, e até descobri que os mosaicos me prende no tempo e no espaço.
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| Chevrolet Impala 1959 |

A paixão por formas e desenhos retiradas de tudo que me travava o olhar, os movimentos circulares e ondulatórios que minha imaginação traçava sobre cada figura que eu capturava com o olhar de um sonhador, me tirava muitas das vezes, do meu lugar comum, da minha própria percepção enquanto pintor, carpinteiro, engenheiro das formas e dos traços com curvaturas sinuosas e ousadas invadiam minhas telas.
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| Ford Mustang |
Mas, chega a década de 1980 com toda a força do MPB e de diversos movimentos populares no Brasil e no mundo e trouxe no bojo, lamentavelmente, a pobre lápide da tecnologia que buscava a economia de materiais, o designe "encaixotado" dos carros que, apesar de o luxo nos painéis e acessórios de utilização internas, tornaram-se verdadeiras caixas com motor e ar condicionado.

Aumento a produção mundial de carros e caminhões e, cada vez mais, a criatividade nos designes iam desaparecendo das grandes construções civis, das casas e clubes esportivos, das arquiteturas mais simples às monumentais. Tudo reto e com poucas curvas.
Galeria de sonhos possíveis...
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| Ford Maverick |
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| Chevrolet Impala Conversível |
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| Ford Maverick V8 |
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| Ford Maverick Motor V8 |
Meu Deus!!!
Como eu vibrava com os roncos dos motores dessas máquinas que, além de lindas, eram muito fortes na estrada e fora dela.
A velocidade que se alcançava era um capítulo aparte... não eram para aquela época. Bom, pelo menos, era o que pareciam. É lógico que eu era muito novo para se quer me imaginar pilotando literalmente, por exemplo, o Ford Mustang com motor V8 (noooossaaa...!!!), confesso que nunca me incomodei com aquele barulho infernal dos potentes motores calibrados de válvulas que, infelizmente, nunca esteve ao meu alcance. Esse carro sempre foi para quem tinha generosas quantia de cruzeiros para gastas com a melhor gasolina para esses beberrões alucinados.
Eles carregavam, orgulhosamente, o símbolo daquilo que mais os tornavam atrativos e apaixonantes: o cavalo em disparada.
Eu sempre tive a impressão de que os designes sonhavam antes de revelar essas máquinas. Eles viajavam para o futuro passavam um certo tempo por lá...dirigiam um Mustang 2016, por exemplo, ou um Camaro e, depois, acordavam felizes da vida, quase alucinados e começavam a desenhar.

Como eu vibrava com os roncos dos motores dessas máquinas que, além de lindas, eram muito fortes na estrada e fora dela.
A velocidade que se alcançava era um capítulo aparte... não eram para aquela época. Bom, pelo menos, era o que pareciam. É lógico que eu era muito novo para se quer me imaginar pilotando literalmente, por exemplo, o Ford Mustang com motor V8 (noooossaaa...!!!), confesso que nunca me incomodei com aquele barulho infernal dos potentes motores calibrados de válvulas que, infelizmente, nunca esteve ao meu alcance. Esse carro sempre foi para quem tinha generosas quantia de cruzeiros para gastas com a melhor gasolina para esses beberrões alucinados.
Eles carregavam, orgulhosamente, o símbolo daquilo que mais os tornavam atrativos e apaixonantes: o cavalo em disparada.
Eu sempre tive a impressão de que os designes sonhavam antes de revelar essas máquinas. Eles viajavam para o futuro passavam um certo tempo por lá...dirigiam um Mustang 2016, por exemplo, ou um Camaro e, depois, acordavam felizes da vida, quase alucinados e começavam a desenhar.
Nossos designer viajavam no tempo...
Meu contato com a Hyundai
Quando eu já não mais projetava meus sonhos no que via pois, não "enxergava" nada de criativo e autêntico o suficiente para me fazer sair do lugar comum, surge no tempo e no vento, impulsionado por uma propaganda de tirar o fôlego, o lançamento no Brasil, do Hyundai i30.
Quando eu já não mais projetava meus sonhos no que via pois, não "enxergava" nada de criativo e autêntico o suficiente para me fazer sair do lugar comum, surge no tempo e no vento, impulsionado por uma propaganda de tirar o fôlego, o lançamento no Brasil, do Hyundai i30.
Na época, eu não tinha condições de comprar o carro popular mais barato do mercado. Eu prestava mais atenção nessa propaganda do que nos seriados da época.
É claro que já haviam quase uma dezena de modelos pairando minha mente. Independentemente de marcas eu buscava quase que num sonho realizado, em primeiríssimo lugar, as formas, o designe, a elegância que me enaltecia o ego, a força e a segurança proposta pelo fabricante.
E, de repente, mais um comercial arrasador da Hyundai, que já habitava meu nicho mais íntimo, me encheu de vontade de crescer profissionalmente pois, era a ponte entre eu e o meu sonho realizado: ter minha empoderada Tucson 2.7 4x4 V6.
O comercial que me marcou com a letra de aço brilhante
Eu até tentei navegar por outras marcas por conta do investimento nos painéis e no conforto que alguns exibiam com certa proeza. Mas, eu sou um desenhista por natureza. Sempre procurei mais em tudo que me chama atenção.

Sou como alguém que tem fome mas que não como qualquer prato servido. Escolho com os olhos primeiro, depois aprecio as texturas, as gostos, o cheiro. Com os carros é a mesma coisa. Eu sabia que não poderia comprar um Sonata ou mesmo o Elantra. Estavam muito longe de se constituir a materialidade dos meus sonhos possíveis. Mas, ninguém poderia me impedir de tê-los em meus sonhos.





















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